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	<title>Redação &#124; Fernanda Bérgamo</title>
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		<title>“Sou do tempo de&#8230;”</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 23:49:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Bergamo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitas pessoas ouviram parentes mais velhos dizerem: “Sou do tempo de farmácia com PH”. Pois não demorará muito e você mesmo poderá dizer: “Sou do tempo do trema e de ideia com acento.” O Novo Acordo Ortográfico começou a valer em janeiro de 2009 e, de imediato, as importantes publicações brasileiras o incorporaram às suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.fernandabergamo.com/wp-content/uploads/2011/05/Comercial-Nova-Ortografia.wmv"></a> Muitas pessoas ouviram parentes mais velhos dizerem: “Sou do tempo de farmácia com PH”. Pois não demorará muito e você mesmo poderá dizer: “Sou do tempo do trema e de ideia com acento.”</p>
<p>O Novo Acordo Ortográfico começou a valer em janeiro de 2009 e, de imediato, as importantes publicações brasileiras o incorporaram às suas edições. Estamos no chamado período de transição que vai até 1º de janeiro de 2013. São quatro anos inteirinhos para nos familiarizarmos com as novas regras e colocá-las em prática. Não tem desculpa. A partir de 2013, só valerão as novas regras.</p>
<p>Estando em 2011, muitos já assimilaram o novo acordo e até já acham estranho ler infraestrutura separado, voo e enjoo com acento e tranquilo e frequente com o velho trema, mas a maioria, na verdade, ainda não se preparou e tem assumido uma das duas posturas típicas de nós, brasileiros: ou deixam tudo para a última hora, ou acreditam que, como muita coisa em nosso país, isso não vai dar em nada.</p>
<p>É preciso ter em mente que o acordo é irreversível e extremamente benéfico para a língua portuguesa. Temos que incorporá-lo ao nosso dia a dia (antes era dia-a-dia) e, quanto antes o fizermos, melhor. Em textos formais, é preciso saber que não podemos usar só parte das novas regras. Ou seja, se você já não usa mais o trema, não poderá continuar a acentuar estreia, ou escrever micro-ondas junto. Neste período de transição, os textos podem ser escritos com a “velha” ortografia ou terão que assumir totalmente a nova, combinado?</p>
<p>Se quiser dar uma olhadinha no comercial criado, de forma muito competente e profissional, pela Mercado Comunicação, clique neste link:</p>
<p><a href="../wp-content/uploads/2011/05/Comercial-Nova-Ortografia.wmv"></a><a href="http://www.youtube.com/watch?v=5U8TSFVzaxs">Comercial Nova Ortografia</a></p>
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		<title>Aula no cemitério</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 17:39:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Bergamo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou uma privilegiada. Amo o que eu faço, tenho uma família maravilhosa e, graças a Deus, muita saúde. É mais, muito mais do que a maioria, não é verdade? Fiz Arquitetura, mas acabei descobrindo que ensinar é meu ofício. Muitos diziam que trocar a prancheta pela sala de aula era caminhar pra trás. &#8220;Vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou uma privilegiada. Amo o que eu faço, tenho uma família maravilhosa e, graças a Deus, muita saúde. É mais, muito mais do que a maioria, não é verdade?<br />
Fiz Arquitetura, mas acabei descobrindo que ensinar é meu ofício. Muitos diziam que trocar a prancheta pela sala de aula era caminhar pra trás. &#8220;Vai ser o quê? Professora? Outra pra passar fome&#8230;&#8221; Contra a maioria das previsões que apontavam que teria uma vida mais glamourosa como arquiteta, sou uma professora relativamente conhecida graças a uma oportunidade que agarrei há uns sete anos, participar do projeto Globo Educação. Sou responsável pelas aulas de Redação e há outros excelentes professores no projeto. Nele a gente se sente um pouco &#8220;estrela&#8221;, sabe como é? No começo, estava nervosíssima, mas a equipe é tão maravilhosa que tudo ficava fácil e simples.<br />
Apenas uma vez, é verdade, as coisas não foram exatamente fáceis ou simples. Tenho histórias maravilhosas sobre as gravações, mas a que eu vou contar hoje foi especial. Eu tinha decidido falar sobre Narração, um tipo textual que faz parte da vida de todas as pessoas. Para funcionar, eu precisava de uma narração que, além de interessante, fosse curta porque o tempo na televisão é escasso. Eu me lembrei de uma curta narrativa de Millôr Fernandes, O Coveiro. Seriam necessários apenas dois atores e um local que parecesse um cemitério. Bastava uma cruz, uma lápide e um buraco no chão.<br />
No dia da gravação, achei estranho que fôssemos gravar à noite porque as gravações eram sempre durante o dia. Paulinha, responsável pela produção, indagou: &#8220;Mas a história não se passa à noite?&#8221;. Na minha cabeça, a Globo faz dia virar noite, faz nevar em dia sol, faz até mulher feia ficar linda. Por isso, estranhei.<br />
Gente, estranhei muito mais depois. Pode parecer óbvio pra vocês, mas a tal gravação ia ser num cemitério de verdade. Eu achava que, em estúdio, seria bem simples &#8220;criar&#8221; um cemitério&#8230;<br />
Pedro Paulo, o motorista que constantemente me buscava naquele ano, foi o responsável por me levar. Eu nunca, nunquinha mesmo, pensei que estaria viva dentro de um carro que cruzava os portões enormes do Santo Amaro. Eu sempre pensei que isso só aconteceria no dia de meu enterro. E lembrem que era à noite, precisava ser por causa da tal atmosfera e porque só liberaram a gravação naquele local depois das 19 horas porque o cemitério estaria fechado.<br />
Nunca pensei que o cemitério de Santo Amaro fosse tão grande. Pedro Paulo dirigiu e dirigiu e dirigiu ali por dentro e parou num local em que não se poderia mais seguir de carro, só a pé. Ele desceu, apontou uma luzinha distante onde estaria a equipe me esperando e disse: &#8220;Pronto, professora, é só seguir até lá. Eu tenho que voltar à televisão para pegar um material e volto daqui a pouco.&#8221;<br />
Eu olhei pra ele certa de que ele estava brincando e disse: &#8220;Pedro Paulo, você quer que eu vá até lááááá sozinha????&#8221;<br />
Acho que, por pena e gentileza, ele me acompanhou. Não tenho medo de gente morta, viu? Mas andar aqueles metros, no escuro daquele ambiente, sozinha, só se eu estivesse morta mesmo.<br />
Lá estava o grupo de sempre: Cesinha, Amaro e Clarissa. E três pessoas novas: os dois atores e um assistente que cavava uma cova.<br />
A produção caprichou. Tinha até a máquina de fazer fumaça. Normalmente, eu e Clarissa deixávamos nossas bolsas no carro, mas lembrem que o carro estava longe. Daí perguntei: &#8220;Clá, onde você deixou a bolsa?&#8221; Ela disse: &#8220;Ah, tá com Gladislene.&#8221; Na hora, eu pensei que era alguém nova na equipe com quem eu poderia deixar também a minha. Então, ela apontou pra bolsa em cima de um túmulo. O túmulo de quem? Claro, de Gladislene. Aquela noite ia render, minha gente&#8230;<br />
Tudo pronto pra começar a gravar, fui para a minha posição, e Amaro me disse: &#8221; Professora, a senhora começa a falar e a gente vai começar a soltar fumaça. Não pare, ok?&#8221; Depois de enfrentar Gladislene &#8211; que Deus a tenha &#8211; uma fumacinha não ia me assustar, né?<br />
Eles só esqueceram de me avisar que a tal máquina de fazer fumaça dá um estalo quando é acionada. Cesinha deu o OK, eu comecei a falar e, quando eu ouvi o estalo inesperado, eu simplesmente corri. Cesinha olhava pela lente e, no meio daquela fumaça, cadê a professora?<br />
Nunca dei tanto trabalho pra gravar uma daquelas aulas&#8230; Errei a sequência, esqueci o texto, gaguejei&#8230; Juro, juro, juro que, por trás de Cesinha, na parte mais escura do cemitério, vi uma sombra passar. A minha cara, no making of, de verdadeiro susto é a prova de que eu vi realmente alguma coisa. Isso já rendeu muitas risadas. Claro que o making of não foi ao ar, mas, se vocês quiserem assistir a essa e às outras aulas desse projeto fabuloso que consegue fazer, no Brasil, o professor ser momentaneamente uma estrela, busquem os vídeos no pe360graus.<br />
Clarissa, Cesinha, Amaro, Pedro Paulo, Paula Delgado, Sônia Azoubel, Jucielo e Jô, equipe responsável pelo projeto naquele ano, muito, muito obrigada por essas lembranças.</p>
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		<title>Boas vindas</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 20:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pois é&#8230; O filho, enfim, nasceu. É natural que eu, como a mãe, ache lindo e fico na expectativa de que vocês tenham a mesma opinião que eu. O importante é que o novo site foi feito com muito carinho e teve, na sua criação, o objetivo de facilitar e aprofundar ainda mais o nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é&#8230; O filho, enfim, nasceu. É natural que eu, como a mãe, ache lindo e fico na expectativa de que vocês tenham a mesma opinião que eu. O importante é que o novo site foi feito com muito carinho e teve, na sua criação, o objetivo de facilitar e aprofundar ainda mais o nosso contato. Por isso, ele deixa de ser um site estático e passa a ter o formato de blog, atualizado constantemente.</p>
<p>Aqui, neste blog, quero mantê-los informados, apresentar alguns textos pessoais e trocar muitas experiências.<br />
Caso tenham dúvidas, críticas, sugestões, comentem. Os comentários serão o espaço que substituirá o Fala Aí.<br />
E continuarei, com o maior carinho, respondendo os e-mails. Só que agora vocês não o enviarão para o site e sim para o meu gmail: <a href="mailto:bergamo.redacao@gmail.com" target="_blank">bergamo.redacao@gmail.com</a></p>
<p>Este blog será um lugar para sentar – da forma mais confortável possível – e para conversar, principalmente sobre Redação. Ai, ai&#8230; Por favor, não saia correndo. Nada daquelas aulas que fizeram uma geração inteira odiar ler e se sentir incompetente para escrever. PRO-ME-TO!!! Tenho certeza de que vamos rir juntos, aprender juntos e descobrir juntos que fazer as pazes com a nossa difícil língua não é tão difícil como se imagina. Afinal, gente, é preciso ter paciência com quem é mais velho, não é verdade? E vamos combinar que a bichinha –tadinha – tá velhinha. Recentemente recebeu um botox – o novo acordo ortográfico – mas há quem diga que não melhorou. Eu pessoalmente discordo. Entretanto o que é bonito para uns não é para outros. Eu acho a nossa língua linda, rica, sábia e generosa. Este blog quer tentar convencer você disso também.</p>
<p>Pode ser assim? Gostou do espaço? Pois vá se acomodando&#8230; Seja bem-vindo.</p>
<p>Bem-vindo agora é assim, viu, gente? E vamos falar sobre esse botox da língua, a nova ortografia, muitasssssss vezes.</p>
<p>&nbsp;</p>
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